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“Deixa eu me apresentar que eu acabei de chegar...”

Atualizado: 27 de out. de 2021



Depois do lançamento de “Versinhos Doces”, impossível esquecer meu próprio nome...rsrs. Foram mais de 200 dedicatórias realizadas com muito afeto, cuidado e alegria. Cada pessoa presente, nos dois eventos realizados no dia 23 de outubro, aqueceu meu coração brasileiro e me deu ainda mais certeza da força imensa da escrita afetiva. Sim, senhoras e senhores: agora sou, oficialmente, a escritora Cintia Brasileiro. Com livro lançado, registrado, autografado e tudo que tem direito. 😊


A pandemia nos roubou tempo e afeto demais. Então, logo pela manhã, na primeira sessão de autógrafos na Biblioteca Comunitária do Hilda, em Araçatuba, quando vi a fila se formando, as pessoas tomando um cafezinho, folheando o livro, sorrindo e acenando para mim e para Nane, pensei: como a leitura, realmente, pode nos unir e transformar nossa comunidade!


Ah! O aroma de livro com café adoçado com a presença do meu esposo, da minha filha, dos meus pais e de pessoas que participaram da minha trajetória é algo que nem dá para resumir num texto só. Eu chorei litros. Abracei muuuuuuuito. Acolhi e fui acolhida. Ouvi mamães lendo meu primeiro livro para filhas e filhos. Recebi abraços e até elogios de escritores anciãos da cidade.


Partilhei este momento ao lado da ilustradora Nane, minha grande parceira neste sonho. Aqui, vale ressaltar: quem me conhece sabe do meu amor pelos livros infantis - literatura infantil não tem vida sem ilustração e amor! Obrigada, Nane Biazi! Nosso primeiro livro está voando, ganhando corações e nos conectou aos leitores. Que delíciaaaa!


Minha família viajou mais de 500 km para estar com a gente neste dia; a família da Nane também viajou horas. Nossas mães estavam lá, com olhos marejados e brilhantes. Orgulhosas das crias. O que elas têm em comum? O amor pela educação e pelos livros. A gente ainda está flutuando de alegria. Foram muitos amigos, representantes importantes da Educação, Cultura, artistas da região... Segundo contagem não oficial, mais de duzentas pessoas passaram pelos dois eventos durante o dia.


No período da tarde, no Venda da Vila, regada novamente pelo aroma do café, pão de queijo e livros novinhos saindo da caixa... Notei que “Versinhos Doces” já estava ganhando o mundo da imaginação! Crianças lendo, segurando o livro com carinho, conversaram comigo e com a Nane. Elas escolheram a cor do autógrafo e tudo. Estavam ansiosas desde a fila. Eu segurei o choro por muitas vezes e já viajei nos meus sonhos mais doces.

O meu primeiro livro encontrou os leitores mais especiais do planeta, gente: crianças!


No dia 23 de outubro, muitas delas tiveram a oportunidade de saber que também podem ser escritoras ou ilustradoras. Que nossos desejos podem, sim, tornarem-se realidade. Com muito suor, trabalho sério, amor, poesia e gratidão: esse sábado de outubro já está guardado para sempre na minha memória. Ainda posso sentir borboletas flutuando dentro do meu coração.


Ah! E para fechar o texto de hoje, que comecei parodiando “Amarelo, azul e branco” (canção de Anavitória e Rita Lee), mais um trecho desta bela música:


“Meu caminho é novo, mas meu povo não

Meu coração de fogo vem do coração do meu país

Meu caminho é novo, mas meu povo não...”


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