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Não leia se pensa que tenho sempre que concordar com você





Dialogar não tem sido uma tarefa fácil nesses últimos meses. Ouvir, então! Todo mundo quer ter razão, opinião, fazer parte do time vencedor, vestir a camisa da nação, ou melhor, da seleção... Parece que a gente sabe tudo, mas, no fundo, tenho a sensação de que a gente não sabe é quase nada. Inocência? Ignorância? Comodismo? Fanatismo? Militância? Onde está nosso senso de humanidade? Posicionar-se exige mais que um belo discurso. Assumir uma postura exige ação e mudança de mentalidade: na teoria e na prática. Atitudes que, de fato, correspondam ao que a gente diz viver e “prega” por aí.


Posicionamento é um ato corajoso, afinal, assumir uma postura, tomar uma atitude e estar disposto a dialogar sobre determinados assuntos é algo que, fatalmente, NÃO vai agradar todo mundo. Mesmo assim, pode abrir um canal de comunicação. Que sempre deve ser respeitoso. Hoje, essa alternância dos papéis de falante e ouvinte é um dos nossos maiores desafios. Renunciar à ignorância é um processo lento e dolorido. Requer paciência, humildade, escuta verdadeira, acolhida e responsabilidade. Quem quer ganhar uma discussão no grito (ou à força) usa a violência para impor vontades, caprichos e atrocidades. Quem berra está desesperado. Desemprego, fome, mortes, barbaridades... Infelizmente, enquanto a gente ignora as próprias falhas, torna-se humanamente impossível reconhecer que a dor do POVO não é mimimi. Contra fatos não há fake-argumentos.



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